Rio Fashion Week: Tudo Sobre a Nova Semana de Moda do Rio de Janeiro

Depois de quase uma década de ausência no calendário nacional, a moda voltou a desfilar à beira da Baía de Guanabara. A Rio Fashion Week 2026 (RIOFW) marcou o retorno oficial da cidade ao circuito internacional das semanas de moda, reposicionando o Rio de Janeiro como capital criativa do primeiro semestre, ao lado da tradicional São Paulo Fashion Week, realizada no segundo semestre. Neste guia completo, você entende o que é a Rio Fashion Week, como foi a edição inaugural, quais marcas desfilaram, quem são os grandes nomes por trás do projeto e por que o evento é considerado um marco para a indústria da moda brasileira.
Se você pesquisou por “Rio Fashion Week 2026”, “quando é a Rio Fashion Week”, “line-up RIOFW” ou “desfiles no Pier Mauá”, este artigo reúne tudo o que você precisa saber sobre o evento que devolveu o Rio às passarelas.
O que é a Rio Fashion Week
A Rio Fashion Week é a nova semana de moda oficial da cidade do Rio de Janeiro, criada para integrar, junto com a São Paulo Fashion Week, o Calendário Oficial da Moda Brasileira. A proposta é dividir o ano em dois grandes polos: o Rio assume o primeiro semestre e São Paulo mantém sua tradicional edição no segundo semestre, formando um calendário complementar que amplia a visibilidade da moda nacional dentro e fora do país.
O evento é realizado pela IMM — a mesma organizadora responsável pela produção da São Paulo Fashion Week, do Rio Open de tênis e de espetáculos como o Cirque du Soleil no Brasil —, com direção criativa assinada por Paulo Borges, um dos nomes mais respeitados da moda brasileira e responsável histórico pela consolidação do SPFW. A iniciativa também conta com apoio institucional da Prefeitura do Rio de Janeiro e do Senac RJ, reforçando o caráter estratégico do projeto para a economia criativa da cidade.
Quando foi a primeira edição da Rio Fashion Week
A edição inaugural da Rio Fashion Week aconteceu entre os dias 14 e 18 de abril de 2026, com abertura oficial na terça-feira, dia 14, e programação de desfiles concentrada entre os dias 15 e 18. O evento teve como sede o Pier Mauá, no Centro do Rio de Janeiro, um dos points mais icônicos da revitalização da região portuária, com vista privilegiada para a Baía de Guanabara — cenário que reforçou a identidade carioca do evento logo na largada.
Os portões abriram diariamente às 14h durante os dias de desfile, permitindo ao público circular pela área de ativações antes do início das apresentações na passarela.
Fashion Rio: o histórico que antecede a nova era
A Rio Fashion Week não nasceu do zero. A cidade já teve uma semana de moda de peso nacional, o Fashion Rio, que por anos dividiu com o São Paulo Fashion Week o protagonismo do calendário brasileiro, revelando marcas e estilistas que se tornaram referência no país. Depois de um hiato de cerca de dez anos sem uma edição de alcance nacional, o anúncio do retorno da semana de moda carioca — feito em dezembro de 2025 no Palácio da Cidade, sede da prefeitura — foi recebido pela indústria como a reconstrução de um capítulo importante da história da moda brasileira, agora com ambições ainda mais internacionais.
Onde aconteceu: Pier Mauá e a Zona Portuária
A escolha do Pier Mauá como sede principal não foi por acaso. O espaço, símbolo da revitalização urbana da região portuária do Rio, oferece infraestrutura para grandes eventos e ainda entrega o cartão-postal da Baía de Guanabara como pano de fundo — um contraste direto com o glamour discreto de passarelas fechadas em outras semanas de moda pelo mundo. Além do Pier Mauá, a programação também ocupou pontos emblemáticos da cidade, como o Palácio da Cidade, em Botafogo, palco da abertura oficial com o desfile da Osklen.
Quem desfilou na Rio Fashion Week 2026
A edição de estreia reuniu cerca de 20 marcas de diferentes regiões do Brasil, combinando grifes consolidadas, nomes emergentes e estreias internacionais. Fizeram parte do line-up: Osklen, Adidas, Aluf, Angela Brito, Apartamento 03, Blue Man, Dendezeiro, Handred, Helô Rocha, Isabela Capeto, Lenny Niemeyer, Lucas Leão, Misci, Normando, Patricia Viera, Piet + Pool e Salinas, entre outras.
A programação também trouxe três estreias em temporadas de moda brasileira: Argalji, da estilista carioca Monique Argalji, conhecida por criações volumosas e estruturadas; Hisha, da mineira Giovanna Resende, com trabalho artesanal em bordado; e Karoline Vitto, catarinense radicada em Londres e habituée da London Fashion Week, reconhecida por explorar a diversidade de corpos em suas coleções.
Um dos destaques mais comentados foi a presença da Adidas, única marca não brasileira do line-up, que levou um desfile próprio à passarela do Pier Mauá — um sinal claro da ambição internacional do evento desde a primeira edição.
A volta simbólica da Osklen
A abertura oficial da Rio Fashion Week ficou por conta da Osklen, marca fundada em 1989 pelo médico e estilista Oskar Metsavaht, que retornou às passarelas depois de sete anos de ausência. O desfile aconteceu no Palácio da Cidade, em Botafogo, e apresentou a coleção primavera/verão 26/27, com uma leitura contemporânea do estilo de vida carioca e referências diretas à orla de Ipanema.
A top model Carol Trentini abriu a apresentação com um look de alfaiataria branca, colar dourado com pingente inspirado na padronagem do calçadão de Ipanema e sandália rasteira preta — uma síntese perfeita da proposta da marca: unir sofisticação internacional com raízes genuinamente cariocas. A coleção reforçou o conceito de “novo luxo”, associado historicamente à Osklen, com uso de fibras naturais, modelagens fluidas e paleta de cores neutras e terrosas.
O retorno da grife à passarela também tem um pano de fundo estratégico: depois da entrada da Alpargatas como sócia majoritária em 2012, a marca viveu um período de menor protagonismo. Em 2022, Oskar Metsavaht recomprou o controle da empresa e iniciou um processo de reposicionamento que culminou nesse retorno simbólico às passarelas, justamente na estreia da nova semana de moda do Rio.
Business Sessions: o lado negócios da Rio Fashion Week
Além dos desfiles, a Rio Fashion Week 2026 estreou o Business Sessions, um espaço dedicado à troca de conhecimento e ao fortalecimento do mercado da moda. A proposta reuniu especialistas, criadores e executivos internacionais para discutir tendências, comunicação e estratégias globais da indústria, consolidando o evento como muito mais do que uma vitrine de desfiles — uma verdadeira plataforma de negócios.
Entre os convidados internacionais que passaram pelo Business Sessions estão nomes de peso da imprensa e do varejo de moda mundial:
- Imruh Asha — diretor de moda da Dazed Magazine, uma das publicações mais influentes da cultura contemporânea.
- Juan Costa Paz — fundador da Convoy e diretor criativo da LOVE Magazine, um dos nomes mais autorais da direção criativa internacional.
- Luz García — fashion editor da Vogue Latin America.
- Alix Morabito — executiva das Galeries Lafayette, ícone do varejo de moda francês.
- Grace Neal — executiva da Selfridges, referência mundial em varejo de luxo.
- Constanza Cavalli Etro — embaixadora da Camera Nazionale della Moda Italiana e fundadora do Latin American Fashion Awards.
- François-Ghislain Morillion — cofundador da Veja, marca francesa de tênis que se tornou referência mundial em moda consciente e produção ética.
A presença desses nomes reforça o posicionamento da Rio Fashion Week como uma ponte entre o mercado brasileiro e os grandes centros de decisão da moda internacional, atraindo compradores, jornalistas e formadores de opinião de fora do país.
Impacto econômico e turístico
A expectativa em torno da Rio Fashion Week também é econômica. Segundo estimativas divulgadas antes do evento, a semana de moda tinha potencial para movimentar mais de R$ 200 milhões na economia carioca, somando hospedagem, gastronomia, transporte e serviços relacionados ao turismo de eventos — um reflexo direto da capacidade do Rio de Janeiro de atrair grandes públicos para eventos internacionais, como já acontece com o Carnaval e o Rock in Rio.
A produção também prevê ativações culturais, gastronomia, talks e festas paralelas aos desfiles, ampliando a experiência para além da passarela e conectando moda, música e estilo de vida carioca em um único espaço.
Como comprar ingresso para a Rio Fashion Week
A Rio Fashion Week oferece diferentes modalidades de acesso para quem quer viver a experiência de perto:
- Ingresso de desfiles do dia: dá direito a assistir a todos os desfiles daquele dia, com entrada antecipada, acesso ao Rio Carpet (o “tapete vermelho” do evento), área VIP, kit exclusivo e possibilidade de foto na passarela.
- Acesso à área de negócios: voltado para profissionais do setor, inclui participação nas Talks do Business Sessions, acesso ao HUB do evento e espaço de networking, sem acesso às salas de desfile.
- Ingresso gratuito para o espaço Wellness: dá acesso a atividades como aulas de yoga e spinning, sujeitas à lotação e inscrição no local.
Os ingressos costumam ser vendidos por lote, com valores que aumentam conforme a proximidade da data do evento — por isso, quem pretende acompanhar futuras edições de perto deve ficar atento à abertura das vendas.
Rio Fashion Week x São Paulo Fashion Week: qual a diferença
Uma dúvida comum de quem começa a acompanhar o mercado da moda brasileira é entender a diferença entre as duas semanas de moda mais importantes do país. Enquanto o São Paulo Fashion Week (SPFW) segue com sua estrutura histórica no segundo semestre, consolidado há décadas como o principal evento do setor no Brasil, a Rio Fashion Week (RIOFW) nasce para ocupar o primeiro semestre, funcionando como uma extensão natural do calendário, e não como concorrente.
Na prática, isso significa que marcas que hoje desfilam apenas no início do ano em São Paulo passam a ter a opção de apresentar suas coleções no Rio, ampliando visibilidade, público e oportunidades de negócio sem sobrepor os dois eventos. A ideia, segundo os organizadores, é justamente complementar o calendário oficial, e não fragmentá-lo.
Por que a Rio Fashion Week é importante para a moda brasileira
A volta de uma semana de moda de peso ao Rio de Janeiro tem um significado que vai além da passarela. Depois de anos sem um evento de alcance nacional, o retorno reposiciona a cidade — historicamente associada a criadores como Isabela Capeto e Lenny Niemeyer — como polo relevante de criação e negócios, e não apenas como pano de fundo turístico para editoriais de moda.
A escolha de abrir o evento com a Osklen, marca genuinamente carioca que também vive um momento de reposicionamento estratégico, simboliza bem essa proposta: reconectar identidade local com ambição internacional. A presença de marcas de diferentes regiões do Brasil, além de nomes internacionais como a Adidas, também sinaliza que a Rio Fashion Week nasce com vocação para se tornar uma vitrine plural da moda nacional, não restrita a um único eixo geográfico ou estético.
O que esperar das próximas edições
Com a primeira edição consolidada em abril de 2026, a expectativa do mercado é que a Rio Fashion Week se firme como evento anual fixo do primeiro semestre, ampliando o número de marcas participantes, o alcance internacional e a agenda de negócios do Business Sessions. Entre os planos já mencionados pela organização está a produção de um filme com temática de moda a cada edição, reforçando o caráter também cultural e audiovisual do projeto, além de conteúdos exclusivos e presença crescente de compradores e imprensa internacional.
Para quem trabalha ou se interessa pelo universo da moda, acompanhar a evolução da Rio Fashion Week nos próximos anos promete ser tão relevante quanto acompanhar o próprio crescimento do mercado de moda brasileiro no cenário global.
Perguntas frequentes sobre a Rio Fashion Week
Quando é a Rio Fashion Week? A primeira edição aconteceu de 14 a 18 de abril de 2026, com abertura oficial no dia 14 e desfiles concentrados entre os dias 15 e 18, no Pier Mauá, no Centro do Rio de Janeiro.
Quem organiza a Rio Fashion Week? O evento é produzido pela IMM, mesma empresa responsável pela São Paulo Fashion Week, com direção criativa de Paulo Borges e apoio institucional da Prefeitura do Rio de Janeiro e do Senac RJ.
Quais marcas desfilaram na primeira edição? Entre os destaques estão Osklen, Adidas, Lenny Niemeyer, Isabela Capeto, Misci, Angela Brito, Salinas, Piet + Pool, além das estreias de Argalji, Hisha e Karoline Vitto.
A Rio Fashion Week substitui o São Paulo Fashion Week? Não. As duas semanas de moda passam a operar de forma complementar dentro do Calendário Oficial da Moda Brasileira: o Rio ocupa o primeiro semestre e São Paulo mantém sua tradicional edição no segundo semestre.
Onde comprar ingresso para a Rio Fashion Week? Os ingressos são vendidos no site oficial do evento, com opções de acesso aos desfiles do dia, à área de negócios (Business Sessions) e ao espaço gratuito de bem-estar (Wellness), este último sujeito à lotação.

Conclusão
A Rio Fashion Week 2026 marcou muito mais do que o retorno de desfiles ao calendário carioca: representou a reconstrução de um ecossistema de moda que une criação, negócios e identidade cultural em um só evento. Com a assinatura de Paulo Borges, a estrutura da IMM e um line-up que combinou tradição e ineditismo — da volta simbólica da Osklen às estreias internacionais —, a nova semana de moda do Rio de Janeiro nasce com a ambição de se tornar tão relevante quanto a São Paulo Fashion Week, consolidando o Brasil como um polo cada vez mais forte no calendário global da moda. Para quem acompanha de perto o setor, a Rio Fashion Week já entra no radar como um dos eventos mais importantes a observar nos próximos anos.



